Está história é sobre o desenho Gundam Wing, ocorre após o termino da série, a única diferença é o acréscimo de uma personagem que eu mesma criei:
Daí.(Daiane Anderson) tem quinze anos, cabelos castanhos e olhos verdes. Desde pequena foi treinada para pilotar um Móbile Suit Gundam, Star of Death, feito especialmente para ela. Após a morte do pai e já tendo perdido a mãe quando era muito nova, a menina passa a se dedicar especialmente ao seu treinamento, tornando – se uma assassina profissional e uma piloto ainda melhor.Dai conhece Duo Maxwell, quando este vai salvar Heero do Hospital da Aliança. Ela estava em estado de profundo sono e Duo consegue despertá – la, a partir daí depois de muitos encontros e desencontros os dois acabam ficando juntos, mas agora eles têm outro desafio. Vencer um sistema mais cruel e avançado que o Zero: o One Sistem, que rejeita e elimina qualquer tipo de sentimentos.
Sabe aqueles dias em que você acorda bem, mas tem a certeza de alguma coisa vai dar errado?Eu sei muito bem o que é isso. Eu, Daiane Anderson, já tinha tido muito trabalho para poder ficar ao lado do meu querido Duo. Não imaginava o que ainda podia acontecer na minha vida como uma eterna piloto Gundam.
Cap 1- One Sistem : A Decisão
Abri os olhos lentamente, como se estivesse sendo obrigada a acordar. O que eu havia feito na noite anterior era um perigo tanto para mim quanto para o meu belo jovem assassino nos braços do qual me encontrava agora.
Voltei a cabeça para olhar o rosto do garoto que conquistara o meu coração totalmente, vi seus longos cabelos cor – de – mel esparramados pela cama. A expressão dele parecia tranqüila e feliz, mas ao se olhar com atenção podia – se notar que andara muito preocupado com algo.
Duo Maxwell era um garoto incrível e mais do que isso, era imprevisível. Saber o que ele pensava ou pretendia fazer era praticamente impossível até mesmo para uma guerreira treinada como eu.Apesar disso, Duo era incrivelmente lindo e seus olhos azul – claro eram o que fazia mais diferença.
Nesse momento, eu, Daiane Anderson, assassina profissional, emergi dos meus pensamentos e fui tomar um bom banho, enquanto as gotas de água dançavam por todo o meu corpo a única coisa em que conseguia pensar era em Duo. No que sentia por ele e o risco que isso trazia para ambos. Não podia deixar que nada acontecesse com ele. Simplesmente nada.
Sai do banho e me vesti ali mesmo no banheiro. Coloquei um short cinza – azulado e uma blusinha de manga curta branca e para finalizar botas de cano que tinham a mesma cor do short. Sabia muito bem que esse tipo de roupa mexia com Duo e quem disse que esse não era o meu objetivo? Sai do banheiro e vi que o meu Príncipe encantado continua dormindo serenamente.
- Parece um anjo. – Murmurei pra mim mesma enquanto me sentava ao lado dele. – Duo, porque temos que passar por isso?
Mas a minha pergunta pairou pelo ar enquanto fazia carinho no meu amado. Fora tão longa e tão difícil o caminho percorrido para que nós pudéssemos ficar juntos e agora até isso lhes era privado.
Ainda lembrava do primeiro contato que tivera com ele, apenas escutara sua voz, enquanto eu estava presa semiconsciente no laboratório de recuperação da Aliança e quando acordei, procurei por todo o lugar o dono daquela maravilhosa voz que me tirara do meu sono profundo. Foi num acaso que encontrei Duo. Um acaso que mudou toda a minha vida.
Nesse momento notei que meu belo Deus da Morte começava a acordar, espreguiçando – se lentamente, de uma maneira que o deixava mais irresistível do que já era.
- Bom dia, Daí! – Disse ele sorrindo.
- Bom dia, Duo querido. Dormiu bem?
- Maravilhosamente bem!
- Parecia um anjinho, Duo!
- Não fala isso! Hey! Quem deu permissão pra você colocar essa roupa, hein?
- Eu mesma. – Disse fingindo um tom de desdém.
- Mas eu não deixei e por isso… você não pode usá – la! Vá se trocar!
- E se eu dissesse que coloquei essa roupa só pra você? – Disse de um jeito manhoso.
- Aí é outra história! – Duo puxou – me para junto dele e começou a me beijar fervorosamente.
Deixei – o me conduzir até ele, apenas colocando os braços em volta do pescoço do meu príncipe e correspondendo ao beijo com a mesma intensidade. Senti os dedos de Duo passearem sem medo pelas minhas costas, mas ele sempre fora assim. Dificilmente ficava envergonhado ou se detinha diante de alguma coisa.
- O que foi, Daí? – Ele me olhou intrigado ao ver que me afastara dele.
- Eu ouvi o som de passos se aproximando!
Rapidamente, levantei e tranquei a porta, poucos segundos depois a maçaneta girou e eles ouviram uma voz:
- Daí! Você tá acordada? – Era o Sr. Thopson, o cientista que reconstruíra Star of Death, o móbile suit Gundam que eu pilotava e era também quem cuidando do meu treinamento para que eu me tornasse a Guerreira – Mais – Que – Perfeita.
- O que vamos fazer agora? – Duo fitava me apreensivo.
- Se esconda no banheiro, assim que ele for embora eu aviso.
- Certo!
Depois que Duo desapareceu dentro do banheiro, abri a porta.
- O que é?
- Quero que você desça dentro de meia hora para começarmos o treinamento de hoje.
- Ok! – Respondi fechando a porta na cara do cientista. Ouvi os passos deles desaparecerem no corredor e me dirigi ao banheiro. – Pode sair agora , Duo!
- Eu to tomando banho! - Gritou a voz que eu tanto amava. – Por acaso quer entrar aqui junto?
- Não! – Meu rosto fervilhou de vergonha. – E eu posso lhe perguntar o que você vai vestir, já que dormiu no meu quarto?
- Conto com você para ir buscar uma pra mim.
- Mas…
- Por favor! – Essas palavras soaram tão manhosas que fizeram o meu coração derreter, como se fosse feito de neve.
- Tudo bem!
Saí sorrateiramente para o corredor e comecei a me dirigir para o quarto de Duo. No meio caminho me deparei com Heero, o meu querido e recentemente descoberto irmão mais velho.
- Onde está indo? – Perguntou ele com cara de poucos amigos. (Grande novidade! Ele está sempre com essa cara!)
- Ver o Duo!
- O Duo não dormiu no quarto dele.
- Como você pode saber?
- Porque eu divido o quarto com ele.
- É mesmo! Você tem razão, tinha me esquecido desse detalhe! Tem idéia de onde ele possa estar?
- Não sei. Pensei que ele tivesse dormido com uma certa garota…
- Que garota?
- Você! – A sua voz estava acompanhada de um olhar desconfiado. O que mais eu podia esperar? Esse tipo de atitude é típica quando a gente fala com o todo poderoso, o gostosão Heero Yui: o Soldado Perfeito.
- É claro que não! Como pôde desconfiar da sua irmãzinha mais nova? – Mas isso saiu mais falso do que eu esperava.
- Sabe que isso é perigoso, não sabe?
- …
- Você pode trazer muitos problemas, e não me refiro somente a você.
- Eu sei, mas…
- Apenas tome cuidado. – Disse Heero enquanto começava a se afastar.
Sem perder mais tempo fui até o quarto de Duo, peguei o uniforme de treinamento e voltei até o meu quarto. Não precisava dividi – lo com ninguém, afinal, era a única garota (com exceção das assistentes, mas elas dormiam em outro dormitório).
Assim que entrei pude perceber que Duo continuava no banho, arrumei a roupa em cima da cama e desci para treinar.
Logo que cheguei ao saguão dos móbiles, o Sr. Thopson mandou – me entrar na Star e que seguisse as suas instruções. Foi o que fiz.
- Ligue o Móbile Suit. – Disse ele.
- Sistema Central acionado. Sistema Operacional ativado! – Informei enquanto teclava rapidamente no painel de controle.
- Agora acione o One Sistem! – Não era apenas um pedido, era uma ordem.
- Eu já terminei o treinamento com este maldito sistema! Por quê eu ainda tenho que usá – lo?
- Para que não se esqueça de tudo que aprendeu! Agora obedeça!
- Mas…
- OBEDEÇA!!!
- Tudo bem. – Segundos depois – One Sistem ativado.
- Pode começar com movimentos básicos. Socos e giros.
- Certo!
No começo do treinamento estava ocorrendo tudo bem, mas aos poucos os controles ficavam mais duros e pesados. Ficava cada vez mais difícil mexê – lo, até que sem avisar todos os sistemas apagaram por completo.
- O que aconteceu? Por quê o sistema se auto desligou ? – Tentei desesperadamente religar tudo.
- Não adianta tentar religar o sistema… - Começou o cientista -… se não estiver com a mente em branco e o seu coração não estiver vazio.
- Como? – Desci da Star para poder encarar o Sr. Thopson.
- É isso que você ouviu! Enquanto tiver amor em seu coração, One se desligará automaticamente.
- …
- Pensei que depois de tanto tempo de treinamento, você já fosse invulnerável, mas vejo que me enganei.
- Eu…
- Terei que fazer um teste em você e ele é muito perigoso.
- Tudo bem! Quando eu fazê – lo?
- Assim que Duo terminar o dele.
- O quê?! – Disse surpresa.
- Me acompanhe! – Foi o que fiz.
Andamos por um corredor longo e escuro que terminava com uma imensa porta de aço, antes de abrir o Sr. Thopson olhou pra mim e disse:
- Fique em silencio e não atrapalhe.
- Certo!
Assim que a porta se abriu vi que nos encontrávamos numa sala toda aparelhada com uma enorme janela de vidro, da qual podia – se ver a câmara interna em que Duo estava sentado, ao mesmo tempo em que um jato d’água caia nas suas costas.
- Qual é o objetivo desse teste? – Perguntei ao cientista que treinava Duo, o Sr. Kevin.
- Fazer com que Duo se torne mais duro e frio que o Monte Everest.
- E como você sabe que isso aconteceu?
- Assim que todos os cubos de gelo que eu coloquei nos pés dele virarem água.
- Mas e se ele não resistir?
- Terá falhado. Não precisa se preocupar, o teste já terminou.
Nesse instante a água parou de cair e câmara foi aberta permitindo a saída de Duo, que estava mais irresistível e lindo do que antes. Tive que controlar a vontade de pular nos braços dele e enchê – lo de beijos.
- Agora é a sua vez,Dai!
- Certo!! – Ele passou por mim rapidamente me lançando um olhar divertido.
Entrei na câmara e assim que me sentei o jato d’água começou a cair com toda a força nas minhas costas. Todo o meu corpo estremeceu de frio, não tinha certeza de que iria agüentar muito tempo.
- Daiane, esvazie a sua mente! – Gritou o Sr. Thopson.
- Não consigo. Está muito frio!
- Eu sei que está frio e também sei que não é só nisso que está pensando. Pare de pensar no Duo uma vez só na sua vida!
- Eu tô tentando.
- O que tem que fazer é usar o calor do seu corpo para derreter o gelo nos seus pés.
- Não posso! Não sou tão forte assim! – Gritei.
- Pare de falar besteiras! – Repreendeu – me uma voz que eu conhecia muito bem.
- Duo! – Levantei os olhos e lá estava ele parado ao lado do Sr. Thopson, olhando bem dentro dos meus olhos.
- O que faz aqui? – Perguntou o Sr. Thopson muito bravo. – Não vê que só vai atrapalhar?
- Atrapalhar? Eu estou tentando ajudá – la a passar no teste!
- Duo, você já passou por isso e venceu sozinho, não pode deixá – la fazer o mesmo?
- Você não vê, Sr. Thopson? A Dai já venceu há muito tempo. Aquele sistema que você colocou na Star of Death é muito mais perigoso que o nosso!
- O Sistema One a que se refere também foi instalado no seu móbile suit e nos dos outros também.
- Deathscythe e eu lutamos juntos, mas o meu corpo e o dele não se tornam um só, apenas a nossa força se combina.
- Dai é uma garota e é por isso que eu coloquei alguns sistemas operacionais mais aprimorados no One dela.
- Isso, um dia, vai acabar matando – a
- Não fale bobagens!Dai é uma ótima piloto. Nada vai acontecer com ela, se me fizer o favor de se afastar dela permanentemente!
- Pode deixar… - Duo começou a se retirar.
- Duo! – Não podia acreditar no que tinha ouvido, num impulso saí correndo da câmara atrás do meu amado, nem notei que a água já tinha começado a evaporar.
- O que é que você pensa que está fazendo? – Perguntou o Sr.Thopson segurando – me pelo pulso.
- Quero falar com o Duo! – Tentava me soltar a todo o custo.
- Não vê o que está fazendo com você? Está acabando com a sua força por causa de um garoto!
- Você não me entende! – Finalmente consegui me livrar e corri na direção em que Duo fora.
Depois de alguns minutos de corrida, encontrei – o parado na ponte de metal observando o Deathscythe.
- Duo… - Chamei me aproximando lentamente dele.
- Dai?Não devia estar treinando?
- E você… também não devia fazer o mesmo?
- Ganhei uma folga de duas horas e você?
- Fugi… - A minha voz soava tão brincalhona e animada, enquanto a de Duo era fria e passava uma sensação de angustia. – O que foi?Aconteceu alguma coisa?
- Aquela vez, quando derrotamos a Marimeia… eu achei que tudo tinha acabado.Afinal, nós havíamos destruído os Gundans, pensei que eu teria uma vida normal, mas alguém reconstruí – os e agora eu estou aqui.
- Desculpe, Duo… - Murmurei com tristeza, levantando os olhos para o meu querido Deus da Morte.
- Por quê está me pedindo desculpas? Ficou louca de repente?
- A culpa é minha. Não te contei antes, pois tinha medo da sua reação e ainda a temo.
- Dai, que história é essa? Você não tem porque ter medo de mim. – Duo abraçou – me gentilmente – Nunca seria capaz de fazer mal a você.
- Mesmo se eu dissesse que fui eu quem mandou reconstruir os Gundans.
- O quê? – Duo se afastou de mim olhando – me incrédulo – Mas porque?
- Você não entenderia.
- E não entendo mesmo… - Duo apoiou – se na lateral da ponde tentando botar seus pensamentos em ordem.
Nesse instante ouvimos o alarme soar, poucos minutos depois estávamos reunidos na Sala de Operações.
- O que aconteceu? – Perguntou Wufei olhando sério para Howard.
- Três cargueiros estão vindo em nossa direção.
- Quantos móbiles? – Heero.
- Trinta no mínimo. Acho que vocês devem sair e derrotá – los.
Quando todos estavam prontos para partir, meu querido irmão Heero, anunciou:
- Não será preciso que todos nós lutemos.
- O quê? – Quatre – Mas Heero…
- Duo!Dai! Você dois cuidam disso. – Com isso ele se retirou.
Ainda estava um pouco abalada pela decisão, olhei para Duo, porém só encontrei surpresa naquele belo rosto.
- Vamos? – Perguntei observando – o atentamente.
- Certo. Quanto mais cedo acabarmos com isso, melhor.
Rapidamente corremos até os Gundans e entramos neles.
- Sistema Central acionado!Sistema Operacional ativado! – As luzes internas da Star começaram a ligar.
- Não se esqueça de ligar o One Sistem! – Advertiu – me Heero.
- One Sistem acionar! Modulo Combate!
Apertei a combinação que acionava aquele sistema, a cadeira em que, geralmente, o piloto se seta para pilotar o móbile suit desapareceu, abrindo um grande espaço para que eu pudesse me movimentar. Coloquei o capacete de visualização, as luvas e as botas que ligavam o meu corpo ao de Star.
- Pronta, Dai? – A imagem do meu querido Duo apareceu no monitor central.
- Pronta! – Disse sorrindo. Poucos minutos mais tarde estávamos “cara – a – cara” com o inimigo, sem nem saber o porquê de estarmos lutando.
- Acha que dá conta do lado esquerdo, sozinha?
- Se você der conta do direito Duo, então eu consigo.
- Certo.
- Cuidado, pessoal! – A imagem de Quatre apareceu nos monitores e ele parecia estar muito preocupado. – Estão chegando mais móbiles suits!
- Obrigado pelo aviso, Quatre! – Duo – Deathscythe, amigão, tá na hora de arrebentar!
- Duo, estes móbiles são diferentes! – Reclamei, observando os jatos coloridos que passavam por mim rapidamente. – São muito velozes, Duo, tome cuidado, por favor!
- E você faça o mesmo! – Advertiu ele.
Assenti. Contudo o que parecia ser uma batalha fácil se tornou um verdadeiro pesadelo. Os novos móbiles suits eram pequenos e ágeis, podiam até passar por humanos se não fosse pelos traços nada bonitos que os identificavam como a forma mais avançada dos nossos antigos “amigos”: os Móbile Dolls.
Como os Gundans pareciam ser três vezes maiores que aquelas… aquelas… como posso chamar… ah, sim…aquelas coisas esquisitas… era difícil desviar dos seus ataques e mais fácil de ser atingida.
- Aaaahhhh! – Sentia cada golpe que a Star levava atingir a mim também, era come se eu estivesse sendo esfaqueada. Cada raio me atingia com a mesma força que acertava Star. – Droga! O que eu falo agora?
- Dai, você está bem? – Deathscythe se encaminhava para onde eu estava.
- Sim, só um pouco dolorida…
- Pode continuar? – Ele estava preocupado, podia ver isso nos seus olhos e sentir na sua voz.
- É claro! – Disse sorrindo, foi quando vi um raio de energia muito forte que vinha pelas costas de Duo. – Cuidado, Duo! Atrás de você!
- O quê?! Droga! – Ele me empurrou e se afastou, mas a o raio começou a segui – lo e a cada segundo ganhava mais e mais força tanto que quando atingiu Duo fez um grande estrago no Gundam e no seu piloto.
- Duo, não! – Gritei, sentindo as lágrimas aflorarem nos meus olhos e ouvi o computador central dizer:
- Sistema Operacional desativado!
- O quê? – Não podia acreditar no que tinha ouvido.
- Sistema Central inativo!
As luzes começaram a se apagar lentamente, incluindo o monitor central. Eu estava totalmente à deriva.
- Star, você não pode me deixar na mão agora! Eu tenho que chegar até o Duo! Droga!
Senti o gosto salgado das lágrimas nos meus lábios. O que eu poderia fazer agora? Estava sem saída…mas que droga!
- Duo…
- One Sistem ativado! – Era a voz do computador central.
- O quê? O sistema está voltando, mas como?
Olhei ao redor, as luzes da Star tinham voltado, porém os monitores continuaram apagados.
- Apenas o One está ativado. Nunca lutei sem os outros sistemas. – Algo parecia estar totalmente errado.
- Módulo de Combate sendo ativado.
- Mas o que é que o computador pretende fazer?
- Monitor Central ligado.
- O meu capacete se tornou o monitor.
- Ondas cerebrais monitoradas! Dúvidas eliminadas! Arma pronta para a batalha!
“Dúvidas eliminadas… Do que este sistema estava falando?… Que arma?… A menos que… esta arma…fosse… EU?!”
Repentinamente a minha mente se esvaziou, não conseguia pensar em nada,a única coisa que via na minha frente eram os inimigos e as únicas palavras que saiam da minha boca eram:
- O inimigo deve ser destruído!
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| Pilotos Gundam |
- Acha que ela vai ficar bem, Sally? – Perguntou Trowa.
- É claro que vai! Respondeu a paixão secreta de Wufei. – Mas duvido que ela possa voltar a pilotar a Star tão cedo.
- Por quê? – Quatre.
- Simplesmente, porque o One, mexeu com o seu Sistema Nervoso, com as Ondas Cerebrais, apagou todo e qualquer sentimento que a Dai poderia ter durante a luta. – Heero, que estava encostado na parede, informou aos outros antes de começar a se retirar.
- Espere, Heero… - Chamou Trowa.
- O que é? – O garoto não parecia nada satisfeito do colega ter estragado uma de suas retiradas triunfais.
- Por acaso não se preocupa com a sua irmã?
- Sally disse que ela vai ficar bem, não foi?
- Sim, mas.
- Então não tenho nada com o que me preocupar. – Com essas palavras Heero saiu.
- Duo.
- Sim, Sr.Thopson.
- Quero falar com você lá fora.
- Tá. – Do lado de fora: - O que foi?
- Sabe quando o One Sistem se tornou perigoso?
- Não.
- Os Gundans possuem três tipos de sistemas: O sistema Central, o operacional e o sistema de combate. Os dois primeiros não chegam a total perfeição sem a presença e um Sistema de Combate e é exatamente isso que o One é…
- Entendo…
- Se os sistemas, por acaso, se autodesativarem por falha técnica ou por erro do piloto, o sistema de Combate seria o único com força suficiente para se religar sozinho. No caso do One, o que acontece depois disso é muito perigoso.
- O que o One faz ao piloto?
- Primeiro começa monitorando as ondas cerebrais e depois, assim como o Zero, elimina todas as dúvidas, apronta o piloto para uma batalha mortal.
- Até agora o One não me pareceu muito diferente do Zero.
- É claro, mas o One elimina tudo aquilo que seja “inconveniente” para ele,isto inclui todas as dúvidas que o piloto tiver, suas ansiedades, suas fraquezas e seus sentimentos.
- Que tipos de sentimentos?
- Todos, inclusive o amor.
- O quê? Isso não um sistema, é um monstro!
- Foi isso que aconteceu com a Dai,sabe. Os sistemas caíram e apenas o One se reativou.
- Vá logo ao ponto.
- Se Dai não conseguir superar o One, vai acabar morrendo.
- Morrendo?Como assim?
- One atingi diretamente o cérebro e talvez tentar lutar contra isso, seja pedir demais para Dai. Entende?
- Sim… - A voz de Duo era um murmúrio fraco e angustiado.
- Pense no que vai fazer. Sei que sabe o que quero dizer.
- Não se preocupe…
- Quê?
- Já tomei a minha… decisão…
- Bom… - Concluiu Sr.Thopson deixando Duo ali parado totalmente confuso.
***********************Capitulo 1 - One Sistem: A decisão FIM ************************


